Saúde transformada em mercadoria e lógica do lucro: morte em hospital no Mato Grosso

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Pessoal,

Recomendamos em muito a leitura do relato abaixo, que ilustra e exemplifica como ninguém, quais são as consequências de quando a Saúde é transformada em mera mercadoria e de quando o Sistema Único de Saúde é colocado nas mãos de empresas que organizam o atendimento e o trabalho para lucrar o quanto mais puderem.

Altas dadas a pacientes que fizeram cirurgia no dia anterior, triagem de pacientes visando a aceitação apenas dos casos de menor custo de tratamento, seres humanos sendo tratados como mero objeto, etc.: infelizmente, o relato traz que tudo isso levou a morte de mais uma cidadã e trabalhadora brasileira. O caso ocorreu no Hospital Metropolitano de Várzea Grande, estado de Mato Grosso.

Segue abaixo:

O Hospital Metropolitano é público, mas foi entregue pelo governo do estado de MT para ser gerenciado por uma empresa privada (Organização Social de Saúde – OSS). Essa empresa recebe 3 vezes a tabela SUS para atender 60 leitos. O dinheiro que ela recebe é mais do que o estado repassa para todos os quase 600 leitos SUS dos hospitais de Cuiabá (Pronto Socorro, Hospital Julio Muller, Santa Casa e Santa Helena). Mesmo ganhando muito, a empresa que gerencia o Metropolitano escolhe os pacientes como se escolhesse tomates, ou seja, só entram lá os casos mais simples de tratar. E ainda tratam mal! Não dá para aceitar isso!

DEPOIMENTO – SOBREVIVI AO HOSPITAL METROPOLITANO [MAS A MINHA AMIGA NÃO]

Hospital Metropolitano de Várzea Grande

No dia 19/09/11 entrei no HOSPITAL METROPOLITANO de Várzea Grande, e na sala de espera de internação cirúrgica, conheci Vanildes, pessoa com quem de cara tive uma grande afinidade, tanto que no tempo que passamos ali esperando que dessem entrada em nossa papelada de internação, conversamos muito e ficamos amigas.

Ficamos muito contentes quando nos colocaram no mesmo quarto, o número sete. Ali ficamos em quatro pessoas. A minha cama era bem ao lado da cama de Vanildes. A enfermeira do hospital nos deu camisolas, toalhas e meio copo de álcool, e nos instruiu para passar álcool no corpo quando terminássemos de tomar banho.

Depois do banho, mediram nossa pressão, que incrivelmente tanto a minha como a de Vanildes deu dezessete. Logo após, nos serviram jantar, mais tarde serviram também um chá com bolachas. Depois, na hora de dormir, a enfermeira nos deu um comprimido e logo adormecemos.

Na manhã seguinte nos avisaram que iríamos ser operadas, eu da vesícula e Vanildes  de hérnia. Eu fui primeiro, me levaram em uma maca até uma sala onde fiquei do lado de varias macas com gente esperando por sua vez de ser operada. Não  sei quanto tempo fiquei ali… para passar o tempo, puxei conversa com o colega da maca ao meu lado.

Um tempo depois me levaram para sala de cirurgia e fui operada. Quando acordei, estava em uma maca numa sala onde tinham várias macas com pessoas esperando  para operar. Quando estavam me levando para o quarto, cruzei com a Vanildes que ia para a sala de cirurgia. Entrei no meu quarto às quinze horas, bem na hora de visitas, e Vanildes voltou para o quarto bem depois do horário de visita.

Na hora do jantar, nos trouxeram sopa, eu tomei um pouco, mais tive muita dificuldade de sentar, pois a dor era muita e Vanildes, assim que tomou a sopa, vomitou. A enfermeira a limpou e deixou uma comadre perto dela para o caso de querer vomitar novamente. Antes de dormirmos, a enfermeira aplicou em nossas veias quatro seringas de remédio: antibiótico, anti-inflamatório, dipirona e remédio anti-vômito.

Eu não tive muita reação aos remédios, mas a Vanildes assim que tomou, vomitou muito e a enfermeira a limpou novamente.

De madrugada a mesma coisa, a enfermeira de plantão nos aplicou os remédios e Vanildes vomitou novamente.

Ao amanhecer do dia 20.09.2011, fomos acordadas pela enfermeira, que pediu que levantássemos pra tomar banho. Vanildes precisou de duas enfermeiras para ajudá-la com o banho, pois ela tinha muita dificuldade em andar. Logo após o banho, as duas enfermeiras fizeram curativo  e  colocaram um dreno nela. Já eu carreguei meu suporte com soro até o banheiro e tomei banho sozinha. Houve uma troca de plantão e quem fez curativo em mim foi o enfermeiro que ia ficar durante o dia.

Momentos depois,entrou no quarto um homem vestindo calça jeans, uma camisa de cor e um jaleco branco, com uma prancheta na mão; nos cumprimentou e disse assim: “Vanildes, Genecilia, e (…), estão de alta”. Depois dessas palavras, esse homem marcou um “x” no papel dele e se retirou.

Assim que esse homem saiu, o enfermeiro de plantão entrou, tirou o dreno da Vanildes, tampou com um curativo bem reforçado o local da cirurgia dela e saiu do quarto.

Vanildes tentou tomar o chá que havia vindo pra ela e eu tive  que socorrê-la com a comadre e depois limpa-la, pois apertei o botão da campainha e não apareceu ninguém pra ajudar, pois o botão não funcionava.

Logo após, nós duas ligamos para nossos familiares que ficaram de nos buscar às quinze horas, que era justamente no horário de visitas, e assim que fizemos essa ligação, a bateria do celular acabou.

A terceira moça do quarto que foi operada no mesmo dia em que nós, ficou esperando o médico que tinha operado ela pra receber alta. Ela só caiu na real depois que uma funcionária do hospital veio e pediu que desocupássemos os leitos, pois de acordo com os registros do HOSPITAL METROPOLITANO, já haviam dado baixa nos nossos nomes. Esta moça foi embora de ônibus.

Eu e Vanildes nos recusamos a sair, então mandaram as faxineiras limpar o quarto e, logo depois, chegou uma paciente recém-operada pra ocupar um dos nossos leitos. Pedimos então que a funcionária ligasse pra que  nossos familiares fossem nos buscar urgente. Pedi uma cadeira de rodas pra Vanildes  e a funcionaria disse que não tinha disponível no momento.

Eu e Vanildes saímos do quarto de braços dados pelo corredor  do hospital, mas aí, antes  de chegarmos à recepção, trouxeram uma cadeira de rodas pra Vanildes. Ficamos na sala de recepção do HOSPITAL METROPOLITANO esperando nossos familiares virem nos buscar. O meu irmão chegou primeiro, peguei o celular dele e liguei para o genro de Vanildes, que já estava chegando. Dei um abraço, trocamos telefone e nos despedimos. Foi a última vez que a vi.

Eu e Vanildes fomos operadas no dia 20.09.2011 e no dia 21.09.2011, de manhã, FOMOS DESPEJADAS DO HOSPITAL METROPOLITANO DE VARZEA GRANDE, SEM NENHUMA AVALIAÇÃO MÉDICA. E no dia 22.09.2011, VANILDES AMANHECEU MORTA em sua residência, com sangue escorrido pela boca. A causa da morte: HEMORRAGIA INTERNA.

Assinado: Genecilia

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*Retirado do Mato Grosso On Line 

**Enviado por Caroline Macedo

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Abre-te Sésamo!

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Abre-te Sésamo!

E abriu-se a parede da gruta. Ali Babá espreitava o que estava ocorrendo. Espantado, ele viu que ela acomodava um precioso tesouro, proveniente dos roubos que os homens vinham praticando nas cidades da região. Então carregou o que pôde num saco e voltou para casa.
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Por Elaine Rodella,
cidadã brasileira
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Há dez dias a secretária da criança, Fernanda Richa, afirmou que o grupo político do governo Beto Richa, do Paraná, é democrata, que ouviria a todos sobre a lei que cria as Organizações Sociais – OS. O depoimento está gravado. Ao saber da pressa do governo em votar, Fernanda lavou as mãos.
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Há cerca de uma semana, o presidente da Assembleia Legislativa disse, em reunião com representantes dos movimentos sociais, que apenas cumpriria o Regimento da Casa e que nada poderia fazer para tentar prorrogar o prazo para votação e discussão da proposta de lei que cria as OS no PR. Rossoni se esqueceu da relação partidária que tem. Aliás, relação bastante íntima com o governador. Amnésia necessária.
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E quem tiver tempo sobrando pode também se deliciar com as exposições e argumentos utilizados por diversos deputados da situação. Ademar Traiano, Reinhold Sthefanes, Elio Rusch fazem discursos, no mínimo, equivocados, mostrando desconhecimento geral do que ocorre no serviço público. O pior é que tudo não passa de um grande jogo de cena.
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O pano de fundo dominante é o abominável interesse de vender o patrimônio público e, com isso, abrir mais caminhos para a nociva troca de favores.
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Sim, troca de favores. Sinônimo de balcão de negócios. Nesse escambo com o dinheiro público, quem paga a conta é a classe trabalhadora.
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O líder do governo Ademar Traiano quer a saúde para entregar aos poderosos empresários da doença. Sthefanes, que já foi vice-presidente da Associação Paranaense de Reabilitação (APR), enxerga na proposta de entrega do Centro Hospitalar de Reabilitação – construído em cima do terreno da APR –, abertura para conquistar mais convênios com o Estado. Assim, é dinheiro fácil no bolso de quem não vê saúde como direito, mas como mercadoria.
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Seriedade nota zero. É só constatar a situação do Centro de Reabilitação.
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E o PMDB velho de guerra. Esse agrupamento dá provas incontestáveis de que o partido, quase a nocaute, preferiu se render. Hoje, o que se vê é um partido de joelhos. Nos oito anos em que estiveram à frente do comando do Estado, foram achincalhados pela bancada de deputados da atual situação. Não havia sessão sem troca de farpas. Os mesmos Rossoni, Rusch, Traiano eram oposicionistas implacáveis contra o governo do PMDB como um todo.
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Apesar de todas as estocadas, os peemedebistas se alternam, agora, entre cordeiros e chupins do governo. Em troca de pouca coisa é que não é. Hoje, o PMDB reitera juras de amor eterno a cada votação.
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Pior é o projeto ideológico. Até pouco mais de um ano, o grupo defendia a Carta de Puebla. Atualmente, os correligionários do partido apoiam e aprovam o aumento das tarifas do Detran, a entrega do serviço público, a falta de licitações. Os partidos da base aliada agridem a inteligência da sociedade.
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Se Rossoni, Traiano e Richa traem o povo, eles não estão sozinhos. Todos querem tomar de assalto o patrimônio público e fazem parte do bloco do Ali. Sim, o Babá, do “Abre-te Sésamo”. Votos de rapina!
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Sabemos que esses políticos, pelo poder econômico, vão se reeleger. Não temos ilusões quanto a isso. Exemplos não faltam: estão aí os deputados Alexandre Curi, do PMDB, e Nelson Justus, do DEM, que não nos deixam mentir. Esses dois protagonizaram no ano passado (de eleição, destaque-se) o maior escândalo administrativo da Assembleia Legislativa do Paraná. E mais: o Estado tem de continuar a ser servo do capital e do interesse da burguesia. A elite tem de ser preservada. E o parlamento é parte da engrenagem da conservação dos poderosos.
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E o aparato policial que foi montado. Nada contra os PMs no cumprimento de suas funções. Quem já viu em frente a sua casa assaltada 29 viaturas da polícia? Quem já viu em seu bairro 200 policiais a postos, enfileirados e armados? Mas foi o que se assistiu na Assembleia. Para quê? Para reprimir aqueles que ainda têm brio e dignidade para lutar.
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E o governador Richa, como fica nisso tudo? Atribui todo o ocorrido na Assembleia a lideranças de oposição. Segundo ele, baderneiros comandados por um partido oposicionista. É mais uma autoridade que não quer olhar no espelho e ver onde errou. Não fala da pressa com que determinou que o processo de votação da PL-915 fosse concluído com o objetivo maior de espoliar a população do direito de se expressar.
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Richa mostra seu preconceito com quem pensa diferente. Tratou a todos de forma igual. Todos esses que ousam falar contra o projeto tucano são seus inimigos. Não sabe a diversidade ou a pluralidade de movimentos, pensamentos e pessoas que protestavam contra a urgência de votar uma proposta.
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Não deu qualquer chance para saber quem são e o que pensam essas pessoas. O pensamento pequeno conduz o governador que, aliás, sempre demonstrou ser guiado pelos marqueteiros que escrevem seus discursos e falas. E a reação do governador é tão equivocada quanto à de seu antecessor, um homem de grandes rompantes.
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Nesse episódio, Richa se equiparou ao lastimável estilo Requião de ser e agir. Ambos tomados pela fúria incontrolada. A história se repete. Dois governadores que administram o Estado da seguinte forma: os que estão comigo têm tudo. O restante, nada!
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5 de dezembro fica na história. Entra para a coleção de dia em que a agressão e os interesses desenfreados determinaram o rumo da destruição da política pública no Paraná.
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O caminho que resta construir não é idolatrar personalidades ou líderes. Não é forjar uma sociedade feliz. É mostrar que muitos vendem o que não lhes pertence.
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Cabe a nós, trabalhadores, externar a indignação e a vontade de não se igualar aos canalhas que se fartam do ar condicionado e dos luxuosos gabinetes pagos com o dinheiro que vem da mais valia, que explora a classe trabalhadora.
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Na Assembleia, no Palácio do governo se difundem a aberração de caráter, a degeneração da ética e o apodrecimento da idoneidade. Já sinto repulsa quando passo pelo Centro Cívico.
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Tribunais de Justiça no Mato Grosso e em São Paulo emitem pareceres contra a criação de “duplas portas” no SUS

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Os defensores do Sistema Único de Saúde comemoram os pareceres emitidos esta semana pelos Tribunais de Justiça, do Mato Grosso e de São Paulo, contra a criação de “duplas portas” no SUS. No Mato Grosso, a Juíza Federal Célia Regina Ody Bernardes, cancelou o contrato em que o estado de Mato Grosso passa a gestão do Hospital Metropolitano de Várzea Grande para a Organização Social de Saúde (OSS) Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (Ipas), e o Tribunal de Justiça de São Paulo negou o recurso que o governo do Estado moveu contra a decisão que proibia a destinação de 25% dos leitos de hospitais públicos a planos de saúde. Para Lígia Bahia, vice-presidente da ABRASCO, “as decisões favoráveis ao SUS universal (…) certamente pendem para o lado da ampliação da agenda para o enfretamento político dos atuais problemas do sistema de saúde brasileiro. Portanto, a vitória deve e pode ser comemorada como o inicio da redelimitação de fronteiras entre o público e o privado no sistema nacional de saúde”.

Mato Grosso

No Mato Grosso, a Juíza Federal Célia Regina Ody Bernardes, cancelou o contrato em que o estado de Mato Grosso passa a gestão do Hospital Metropolitano de Várzea Grande para a Organização Social de Saúde (OSS) Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (Ipas). Para a magistrada, a transmissão da gestão do hospital para o Ipas é inconstitucional, por ser obrigação do Estado a prestação da totalidade dos serviços de saúde. Ela destaca ainda que depois de dois meses de iniciados os trabalhos pela OSS contratada, os serviços ainda não se fizeram presentes e que a prática administrativa do réu (Estado de Mato Grosso) viola a obrigatoriedade constitucional de contratação de servidores mediante prévio concurso público. Veja as informações sobre o processo aqui. (com informações do boletim Saúde e cidadania)

São Paulo

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o recurso que o governo do Estado moveu contra a decisão que proibia a destinação de 25% dos leitos de hospitais públicos a planos de saúde. Agora não cabe mais recurso. O governo terá que esperar o julgamento da ação civil pública movida pela Promotoria de São Paulo contra a destinação dos leitos aos convênios, o que pode demorar. Se a decisão da Justiça paulista tivesse sido favorável ao governo, o decreto que destina os 25% dos leitos já poderia começar a ser implementado agora, enquanto a ação está correndo. O plano do governo era começar a implementação da Lei pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp) e Hospital dos Transplantes. A decisão foi do desembargador José Luiz Germano, da 2ª Câmara de Direito do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele afirmou que o “Estado ou as organizações sociais por ele credenciadas, não tem porque fazer o atendimento público da saúde com características particulares”. O desembargador citou ainda que já há duas leis que permitem a cobrança dos planos pelo serviço feito de forma pública –uma do governo federal e outra do próprio governo de São Paulo. “A saúde é um dever do Estado, que pode ser exercida por particulares. Esse serviço público é universal, o que significa que o Estado não pode distinguir entre pessoas com plano de saúde e pessoas sem plano de saúde”, afirmou. A Lei nº 1.131/2010 foi aprovada pela Assembléia Legislativa, assinada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no final do ano passado e regulamentada, por meio de decretos, no início deste ano. Deste então, entidades médicas se posicionaram contrárias à medida, afirmando que isso abriria a possibilidade de “dupla porta” nos hospitais públicos –com atendimento diferenciado para pacientes do SUS e de planos de saúde (com informações da Folha de São Paulo). Veja o relatório feito pelo Tribunal de Contas do Estado avaliando as Organizações Sociais de São Paulo aqui.

Redelimitação de fronteiras entre o público e o privado

Para Lígia Bahia, vice-presidente da ABRASCO, os pareceres representam uma grande vitória Lígia. “A Lei paulista aprovada pela assembléia legislativa que autorizou o sequestro de 25% da capacidade instalada de hospitais públicos não poderá seguir adiante e, talvez ainda mais importante do que seu efeito suspensivo imediato, seja a perspectiva de fechamento das duplas portas já existentes. Os fundamentos mobilizados pelo Desembargador foram contundentes em relação aos privilégios e discriminações do material de construção das “duplas portas” e acerca da necessidade das empresas de planos e seguros disporem de redes assistenciais privadas compatíveis com as coberturas elencadas pela legislação. “A sentença reafirma o direito universal à saúde, ao sublinhar que ricos e pobres podem ser atendidos na rede pública e repõe a importância do ressarcimento ao SUS como estratégia para efetivar uma justiça contábil.  Na atual conjuntura marcada pelo debate ‘mais recursos ou mais gestão’, a lei paulista tinha claramente a marca de ‘mais gestão’ (embora na prática visasse mais recursos para as empresas privadas). As decisões favoráveis ao SUS universal, em São Paulo e no Mato Grosso, certamente pendem para o lado da ampliação da agenda para o enfretamento político dos atuais problemas do sistema de saúde brasileiro. Portanto, a vitória deve e pode ser comemorada como o inicio da redelimitação de fronteiras entre o público e o privado no sistema nacional de saúde”, afirmou Lígia.

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*Retirado da ABRASCO

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