Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos chama atenção da Anvisa por parceria com Coca-Cola

30/04/2012

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A Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos publicou uma nota de repúdio à atitude da Anvisa de dar repercussão a uma ação patrocinada pela Coca-Cola Brasil.

Você pode conferir a nota na íntegra a seguir:

NOTA DE REPÚDIO

 A Frente pela Regulamentação da Publicidade de Alimentos vem a público repudiar a instalação de exposição sobre a campanha denominada “Emagrece, Brasil!” na sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ao abrir suas portas para esta exposição e incluir na programação da I Semana de Vigilância Sanitária no Congresso Nacional campanha cujo patrocínio exclusivo é de uma das maiores empresas de refrigerantes do mundo, a ANVISA adota práticas há muito tempo condenadas na área da saúde, evidenciando um flagrante conflito de interesses e descaso com os movimentos da sociedade civil alinhados à ética e à equidade da ação regulatória estatal no campo da alimentação e nutrição. Os efeitos danosos do consumo de refrigerantes sobre a saúde humana e, em particular, sobre o risco de obesidade, são incontestáveis. Igualmente conhecidas são as agressivas e abusivas estratégias de marketing utilizadas por empresas produtoras de refrigerantes, incluindo em particular aquela que, ironicamente, patrocina a campanha ‘Emagrece, Brasil’.

Causa-nos também revolta ler no ‘press release’ da exposição que ela ‘…está de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde para uma alimentação saudável e combate às doenças crônicas’. Isso absolutamente não é verdade. Em primeiro lugar, a campanha e a exposição enfatizam o ‘tratamento’ da obesidade quando a ênfase correta, sabem todos os técnicos do Ministério, e sabemos todos nós, é a prevenção. O tratamento da obesidade, seja por meio de medicamentos ou de ‘dietas’, tem baixíssima eficácia. A mensagem principal da campanha é a de que você pode comer tudo o que quiser, sendo suficiente ‘contar’ as calorias que consome e ‘não deixar’ que elas superem sua necessidade de energia ou as metas que o levarão a emagrecer. Sabem todos os técnicos do Ministério, e sabemos todos nós, que determinados alimentos, como os refrigerantes, aumentam o risco de obesidade exatamente porque suas calorias saciam menos do que aquelas dos demais alimentos.

O mantra ‘uma caloria é uma caloria’, que está na base da chamada ‘dieta dos pontos’ que orienta a campanha “Emagrece Brasil’, é verdade apenas do ponto de vista da termodinâmica. Quando se trata de explicar a obesidade, é um completo equívoco, destituído de qualquer base científica. Uma das mais importantes revistas médicas do mundo, a revista Lancet, deixa isso claro em um número recente dedicado à epidemia mundial de obesidade.

A primeira ‘estação’ da exposição, que será exibida no edifício da ANVISA e depois no Congresso Nacional, mostra uma pessoa ‘devorando’ um imenso sanduíche feito com pão de hambúrguer. O texto da exposição explica: ‘A exposição usa o sanduíche como exemplo porque nele temos ingredientes de todos os grupos de nutrientes. E, assim, a oportunidade de explicar a importância de cada um deles para a saúde.’ Mais revolta, e, neste caso, não há necessidade de comentários: a impropriedade da campanha e da exposição fala por si. Há muitos outros equívocos do “Emagrece Brasil’, mas o maior deles, que não conseguimos compreender, é o apoio formal à campanha do Ministério da Saúde e também do Ministério da Educação e do Ministério dos Esportes.

A gravidade da epidemia mundial de obesidade e de outras doenças crônicas relacionadas à alimentação tem mobilizado governos nacionais e sociedade civil de diversos países na busca por soluções. Uma delas, já reconhecida como necessária pela Organização Mundial de Saúde, é a necessidade urgente da aprovação de um código de ética que regule a atuação das empresas de alimentos e refrigerantes. Ao tentar naturalizar o conflito de interesses neste campo, a ANVISA age em sentido contrário à defesa da ética e coloca em risco sua credibilidade na defesa e proteção da saúde dos brasileiros.

*Retirado do blog da Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos

Saiba mais:

Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos chama atenção da Anvisa por parceria com Coca-Cola

Parceria revela um conflito de interesse e abala a equidade da ação regulatória estatal no campo da alimentação e nutrição

A Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos, grupo composto por entidades ligadas à saúde pública, aos direitos da criança e à defesa do consumidor, da qual o Idec faz parte, publicou uma nota de repúdio à atitude da Anvisa de dar repercussão a uma ação patrocinada pela Coca-Cola Brasil.

A Anvisa lançou a Exposição “Emagrece, Brasil! A Obesidade pelo Olhar da Infografia”, evento que faz parte das ações organizadas pelas revistas Saúde e Boa Forma, da Editora Abril, patrocinado pela Coca-Cola, e integra a programação da I Semana da Vigilância Sanitária.

Discrepância

Para a Frente, essa parceria revela um conflito de interesses e descaso com os movimentos da sociedade civi alinhados ao campo da alimentação e nutrição. “A agência reguladora, enquanto órgão estatal que impõe regras ao mercado tendo em vista assegurar o intersse público, deve zelar pela manutenção de sua imparcialidade e equidade na ação regulatória”, afirma a advogada do Idec, Mariana Ferraz.

A advogada destaque que, com a parceria, a Anvisa favorece estratégias de marketing empresarial, e ao associar seu nome a essa estratégia, acaba validando e incentivando o consumo de determinados produtos, colocando em risco sua credibilidade na defesa e proteção da saúde dos brasileiros.

“Essa situação demonstra a urgente necessidade da aprovação de um código de ética que discipline as incidências das indústrias de alimentos e refrigerantes na atividade estatal”, defende Mariana.

Emagrece, Brasil!

Desde 2011, o projeto “Emagrece, Brasil” tem como objetivo combater o sedentarismo e a obesidade. O Idec reconhece a urgência de atuação no controle da obesidade, mas discorda da proposta da campanha “Emagrece, Brasil!” que, baseada na dieta dos pontos, incentiva o consumidor a se alimentar tendo em vista unicamente a ingestão calórica. “A qualidade do produto consumido e as mudanças nos hábitos alimentares para uma dieta realmente saudável, infelizmente, não são prioridades no projeto”, conclui a advogada.

*Retirado do IDEC

 

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Divulgando: 24/04/2012 – Reunião do Fórum de Saúde do Rio de Janeiro

21/04/2012

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No próximo dia 24 de abril, terça-feira, acontece a reunião do Fórum de Saúde do Rio de Janeiro.
Venha participar!

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PAUTAREMOS TAMBÉM O ATO UNIFICADO DA SAÚDE MENTAL!

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“A nossa luta é todo dia porque saúde não é mercadoria”

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Saúde transformada em mercadoria e lógica do lucro: morte em hospital no Mato Grosso

21/04/2012

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Pessoal,

Recomendamos em muito a leitura do relato abaixo, que ilustra e exemplifica como ninguém, quais são as consequências de quando a Saúde é transformada em mera mercadoria e de quando o Sistema Único de Saúde é colocado nas mãos de empresas que organizam o atendimento e o trabalho para lucrar o quanto mais puderem.

Altas dadas a pacientes que fizeram cirurgia no dia anterior, triagem de pacientes visando a aceitação apenas dos casos de menor custo de tratamento, seres humanos sendo tratados como mero objeto, etc.: infelizmente, o relato traz que tudo isso levou a morte de mais uma cidadã e trabalhadora brasileira. O caso ocorreu no Hospital Metropolitano de Várzea Grande, estado de Mato Grosso.

Segue abaixo:

http://www.matogrossoonline.com.br/artigo.php?id=6971385 

O Hospital Metropolitano é público, mas foi entregue pelo governo do estado de MT para ser gerenciado por uma empresa privada (Organização Social de Saúde – OSS). Essa empresa recebe 3 vezes a tabela SUS para atender 60 leitos. O dinheiro que ela recebe é mais do que o estado repassa para todos os quase 600 leitos SUS dos hospitais de Cuiabá (Pronto Socorro, Hospital Julio Muller, Santa Casa e Santa Helena). Mesmo ganhando muito, a empresa que gerencia o Metropolitano escolhe os pacientes como se escolhesse tomates, ou seja, só entram lá os casos mais simples de tratar. E ainda tratam mal! Não dá para aceitar isso!

DEPOIMENTO – SOBREVIVI AO HOSPITAL METROPOLITANO [MAS A MINHA AMIGA NÃO]

Hospital Metropolitano de Várzea Grande

No dia 19/09/11 entrei no HOSPITAL METROPOLITANO de Várzea Grande, e na sala de espera de internação cirúrgica, conheci Vanildes, pessoa com quem de cara tive uma grande afinidade, tanto que no tempo que passamos ali esperando que dessem entrada em nossa papelada de internação, conversamos muito e ficamos amigas.

Ficamos muito contentes quando nos colocaram no mesmo quarto, o número sete. Ali ficamos em quatro pessoas. A minha cama era bem ao lado da cama de Vanildes. A enfermeira do hospital nos deu camisolas, toalhas e meio copo de álcool, e nos instruiu para passar álcool no corpo quando terminássemos de tomar banho.

Depois do banho, mediram nossa pressão, que incrivelmente tanto a minha como a de Vanildes deu dezessete. Logo após, nos serviram jantar, mais tarde serviram também um chá com bolachas. Depois, na hora de dormir, a enfermeira nos deu um comprimido e logo adormecemos.

Na manhã seguinte nos avisaram que iríamos ser operadas, eu da vesícula e Vanildes  de hérnia. Eu fui primeiro, me levaram em uma maca até uma sala onde fiquei do lado de varias macas com gente esperando por sua vez de ser operada. Não  sei quanto tempo fiquei ali… para passar o tempo, puxei conversa com o colega da maca ao meu lado.

Um tempo depois me levaram para sala de cirurgia e fui operada. Quando acordei, estava em uma maca numa sala onde tinham várias macas com pessoas esperando  para operar. Quando estavam me levando para o quarto, cruzei com a Vanildes que ia para a sala de cirurgia. Entrei no meu quarto às quinze horas, bem na hora de visitas, e Vanildes voltou para o quarto bem depois do horário de visita.

Na hora do jantar, nos trouxeram sopa, eu tomei um pouco, mais tive muita dificuldade de sentar, pois a dor era muita e Vanildes, assim que tomou a sopa, vomitou. A enfermeira a limpou e deixou uma comadre perto dela para o caso de querer vomitar novamente. Antes de dormirmos, a enfermeira aplicou em nossas veias quatro seringas de remédio: antibiótico, anti-inflamatório, dipirona e remédio anti-vômito.

Eu não tive muita reação aos remédios, mas a Vanildes assim que tomou, vomitou muito e a enfermeira a limpou novamente.

De madrugada a mesma coisa, a enfermeira de plantão nos aplicou os remédios e Vanildes vomitou novamente.

Ao amanhecer do dia 20.09.2011, fomos acordadas pela enfermeira, que pediu que levantássemos pra tomar banho. Vanildes precisou de duas enfermeiras para ajudá-la com o banho, pois ela tinha muita dificuldade em andar. Logo após o banho, as duas enfermeiras fizeram curativo  e  colocaram um dreno nela. Já eu carreguei meu suporte com soro até o banheiro e tomei banho sozinha. Houve uma troca de plantão e quem fez curativo em mim foi o enfermeiro que ia ficar durante o dia.

Momentos depois,entrou no quarto um homem vestindo calça jeans, uma camisa de cor e um jaleco branco, com uma prancheta na mão; nos cumprimentou e disse assim: “Vanildes, Genecilia, e (…), estão de alta”. Depois dessas palavras, esse homem marcou um “x” no papel dele e se retirou.

Assim que esse homem saiu, o enfermeiro de plantão entrou, tirou o dreno da Vanildes, tampou com um curativo bem reforçado o local da cirurgia dela e saiu do quarto.

Vanildes tentou tomar o chá que havia vindo pra ela e eu tive  que socorrê-la com a comadre e depois limpa-la, pois apertei o botão da campainha e não apareceu ninguém pra ajudar, pois o botão não funcionava.

Logo após, nós duas ligamos para nossos familiares que ficaram de nos buscar às quinze horas, que era justamente no horário de visitas, e assim que fizemos essa ligação, a bateria do celular acabou.

A terceira moça do quarto que foi operada no mesmo dia em que nós, ficou esperando o médico que tinha operado ela pra receber alta. Ela só caiu na real depois que uma funcionária do hospital veio e pediu que desocupássemos os leitos, pois de acordo com os registros do HOSPITAL METROPOLITANO, já haviam dado baixa nos nossos nomes. Esta moça foi embora de ônibus.

Eu e Vanildes nos recusamos a sair, então mandaram as faxineiras limpar o quarto e, logo depois, chegou uma paciente recém-operada pra ocupar um dos nossos leitos. Pedimos então que a funcionária ligasse pra que  nossos familiares fossem nos buscar urgente. Pedi uma cadeira de rodas pra Vanildes  e a funcionaria disse que não tinha disponível no momento.

Eu e Vanildes saímos do quarto de braços dados pelo corredor  do hospital, mas aí, antes  de chegarmos à recepção, trouxeram uma cadeira de rodas pra Vanildes. Ficamos na sala de recepção do HOSPITAL METROPOLITANO esperando nossos familiares virem nos buscar. O meu irmão chegou primeiro, peguei o celular dele e liguei para o genro de Vanildes, que já estava chegando. Dei um abraço, trocamos telefone e nos despedimos. Foi a última vez que a vi.

Eu e Vanildes fomos operadas no dia 20.09.2011 e no dia 21.09.2011, de manhã, FOMOS DESPEJADAS DO HOSPITAL METROPOLITANO DE VARZEA GRANDE, SEM NENHUMA AVALIAÇÃO MÉDICA. E no dia 22.09.2011, VANILDES AMANHECEU MORTA em sua residência, com sangue escorrido pela boca. A causa da morte: HEMORRAGIA INTERNA.

Assinado: Genecilia

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*Retirado do Mato Grosso On Line 

**Enviado por Caroline Macedo

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Poesia do dia – 20/04/2012

20/04/2012

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Fonte: arteliteraria.spaceblog.com.br

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ERRO DE PORTUGUÊS
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Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português. 
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Autor: Oswald de Andrade (1890-1954)
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Imagem do dia – 15/04/2012

15/04/2012

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Greve de servidores da saúde começa com críticas à privatização em São Paulo

15/04/2012

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Trabalhadores participaram de assembleia e ato na praça da Sé por melhores salários

Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

Publicado em 13/04/2012, 17:09

Última atualização às 19:36

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São Paulo – No primeiro dia de paralisação dos servidores estaduais da saúde de São Paulo, os trabalhadores protestaram contra a privatização dos serviços públicos e o sucateamento do setor, com a transferência das atividades a Organizações Sociais da Saúde (OSS), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Publico (Oscips) e fundações de direito privado. “No estado de São Paulo, os interesses privatistas representam um roubo aos hospitais e à saúde pública em geral”, criticou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP), Benedito Augusto de Oliveira, o Benão. “Privatizar a saúde é uma tragédia, porque se trata de um setor que precisa da presença do Estado. Não dá para utilizar a lógica do lucro.”

Os trabalhadores participaram de assembleia hoje (13) pela manhã, na quadra do Sindicato dos Bancários, e no início da tarde caminharam pelas ruas centrais da capital paulista até a Praça da Sé, onde realizaram um ato em defesa da saúde pública. Para o presidente do SindSaúde, a greve “começa forte”, com cerca de 2 mil pessoas que representaram unidades públicas de todo o estado. “A adesão é boa. Várias hospitais estão fazendo assembleias hoje por isso. O pico mesmo será na semana que vem”, avaliou.

Assembleia dos trabalhadores realizada em 23 de março, após paralisações nos dois dias anteriores determinou o início da greve nesta sexta-feira. A data-base da categoria é 1º de março. “A pauta de reivindicações foi entregue em fevereiro, mas nenhuma proposta financeira foi apresentada. Então, diante da morosidade do governo, a categoria indicou a paralisação”, disse Benão. 

Precarização

Durante a reunião, os trabalhadores criticaram os baixos salários, falta de funcionários, sobrecarga de trabalho, adoecimento da categoria, falta de segurança, valor irrisório do vale-refeição em R$ 4 há 12 anos. “O sistema não está mais agonizante, agora está em coma profundo”, analisou a auxiliar de serviços Janete. Os nomes foram trocados a pedido dos trabalhadores.

O usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) José Marcionilio dos Santos acompanhou a passeata dos trabalhadores em apoio à greve. “Estive internado em março para uma cirurgia de hérnia no hospital Emílio Ribas. Vi leitos deteriorados e elevadores sempre quebrados”, descreveu. “Sou contra a sucateamento e a privatização, porque é minha saúde que está em risco.”

Segundo Silvana, trabalhadora do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, com sede em São Paulo, a precarização é mais grave. “É comum encontrar os cinco elevadores do hospital quebrados. Quando apenas um funciona, o mesmo equipamento é utilizado para transportar pessoas em óbito, roupa contaminada e limpa e pacientes doentes.” A trabalhadora também denuncia a falta de medicamentos antirretrovirais (utilizados no tratamento de pacientes soropositivos) e a perda do acervo da biblioteca do hospital. “Era um acervo conhecido internacionalmente, mas a empresa terceirizada perdeu os dados”, disse.

Gilberto, do Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte da capital paulista, criticou a utilização política do prêmio de incentivo, com verba do governo federal. “O governo do estado usa o valor para premiar assessores do alto escalão, enquanto os trabalhadores de salário mais baixo recebem bem pouco”, apontou. De acordo com o servidor, diversas funções foram reclassificadas sem consulta aos trabalhadores e levaram ao rebaixamento dos salários. Ele passou de oficial de manutenção para auxiliar de manutenção. “Rebaixaram meu cargo e meu salário”, disse o trabalhador.

Aparecida, da mesma unidade, ainda guarda os documentos do concurso realizado em 1992 para auxiliar de necrópsia. Em 1996, ao assumir a função, foi registrada como auxiliar técnica. Em 2012, uma nova mudança a classificou como agente de saúde, embora ainda trabalhe como auxiliar de necrópsia. “A alteração levou quase metade do meu salário e nessa nova função podem me transferir para onde quiserem.”

Reivindicações

  • Aumento salarial de 26%;
  • reajuste do auxílio alimentação de R$ 4 para R$ 25;
  • regulamentação da jornada de 30 horas para todos;
  • aumento no valor do prêmio de incentivo;
  • pagamento do 13º salário e férias;
  • correção das distorções nos valores pagos e transparência na verba da saúde repassada pelo Ministério da Saúde para o Estado;
  • aposentadoria especial;
  • concurso público para suprir falta de pessoal nas unidades de saúde; e
  • correção de erros na criação dos cargos e rebaixamento na letra da Lei Complementar 1.080/08.

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*Retirado da Rede Brasil Atual

**Via Mario Lobato

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Curso de pós-graduação em divulgação científica e saúde

15/04/2012

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0/04/2012 na edição 689

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do curso de pós-graduação lato sensu em divulgação científica e saúde: neurociências 2012/2013

Fase I

Documentos que devem ser enviados online:

Ficha de inscrição e curriculum vitae
Texto de autoria do candidato (máximo de três laudas) sobre: Neurociências, sociedade e divulgação científica
Inscrição: 01 a 30 de abril de 2012
Homologação das inscrições: 10 de maio de 2012
Envio do material para a comissão de avaliação: 10 de maio de 2012
Reunião da comissão e divulgação dos resultados da 1ª. fase: 22 de maio de 2012.

Fase II

Provas escrita e de proficiência em inglês: 29 de maio de 2012
Entrevistas: 19 de junho de 2012
Reunião da comissão e divulgação dos resultados: 20 de junho de 2012
Início do curso: 09 de agosto de 2012

O curso de pós-graduação lato sensu em divulgação científica e saúde: neurociências é oferecido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri) e pelo Departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas, ambos da Unicamp. O curso destina-se à formação de jornalistas científicos, divulgadores da ciência e assessores de comunicação de universidades e de institutos de pesquisas que estejam envolvidos com a temática da saúde. O currículo é constituído por 12 (doze) disciplinas, de caráter obrigatório. O objetivo do curso é formar profissionais que tenham visão global sobre o sistema de ciência, tecnologia e saúde para atuar nos meios de comunicação de massa. A dinâmica deste curso prevê a interação entre os jornalistas e cientistas, através de formação de duplas de trabalho orientadas por professores das duas áreas. O curso é gratuito, com a duração de três semestres e as aulas serão oferecidas às quintas feiras das 9 às 17h. Mais informações acesse o site www.labjor.unicamp.br

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*Retirado do Observatório da Imprensa

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