Chamado Urgente – HOJE (30/11) Golpe para votar as OS/Privatização/precarização

30/11/2011

O governo privatista do PR apresentou um projeto de Lei para transferir serviços públicos para as OS.

 – No domingo, na marcha contra o Câncer houve mobilização contra o projeto (aqui mais detalhes).

– Ontem um grupo na Assembleia Legislativa marcando posição contrariamente a medida privatista/precarizadora.


– Hoje mais de 200 trabalhadores de várias áreas, mas principalmente da saúde, estiveram na comissão de Constituição e Justiça solicitando o arquivamento do projeto.

Acabou que um deputado da oposição pediu vistas…. Houve manifestação no Plenário… Quando os manifestantes já deu o o golpe, transformando a sessão de amanhã (hoje) em comissão geral, pra já votar a medida, sem dialogar com ninguém


Resumindo, todos os trabalhadores que puderem estar presentes hoje (30/11) pra tentar barrar a proposta são super bem vindos e necessários.

O ponto de encontro é as 14h na Assembleia Legislativa.

Devem sair mais detalhes no site do SindSaude:
http://www.sindsaudepr.org.br/

“Organização Social é coisa do Capital!”

Abaixo algumas matérias sobre a situação:
(Vai na ordem cronológica, pra mostrar a malandragem e o “interesse” do governo e dos deputados pelo “debate” e “ampla participação”)

Veja o vídeo no qual Beto Richa promete que não iria privatizar via OSs – Organizações Sociaisaqui

MP questiona modelo de privatização da saúde via OS que Beto Richa quer implementaraqui

Fernanda Richa é contra privatização via OS que Beto pretende implementar. Briga na família?Aqui

Projeto do governo para terceirização enfrenta resistências – aqui

MP questiona modelo de privatização da saúde via OS que Beto Richa quer implementaraqui

Veneri pede vistas a projeto das Organizações SociaisAqui

Servidores Publicos Protestam na Assembleia Contra Projeto de Lei das organizacoes sociaisaqui

Deputados estaduais da bancada de apoio do governador Beto Richa fizeram hoje uma manobra para acelerar a votação do projetoaqui


Veja o vídeo no qual Beto Richa promete que não iria privatizar via OSs – Organizações Sociais

30/11/2011

[replicando do blog do Tarso]


MP questiona modelo de privatização da saúde via OS que Beto Richa quer implementar

30/11/2011

[replicando do blog do Tarso]


SUS falha no tratamento de câncer

23/11/2011

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*Retirado da Gazeta do Povo

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Demora no diagnóstico e no apoio médico reduz as chances de cura da doença na rede pública

Publicado em 22/11/2011 | Katia Brembatti

O Sistema Único de Saúde (SUS) tem fracassado nas ações para atender pacientes com câncer. A estimativa do Tribunal de Contas da União (TCU) é que 58 mil tratamentos de radioterapia e 81 mil cirurgias deixaram de ser feitos no ano passado. No Paraná, de cada cinco pacientes com indicação para radioterapia, um não teve acesso ao tratamento gratuito. Já para procedimentos cirúrgicos, um a cada quatro não foi operado. E, mesmo para quem consegue, a espera é longa: na média, a primeira sessão de radioterapia pelo SUS acontece cerca de três meses após a confirmação do diagnóstico.

Mesmo com problemas localizados, a rede de procedimentos de quimioterapia atende além da demanda. Graças à qualidade de algumas unidades públicas, usuários de planos de saúde acabam recorrendo ao tratamento quimioterápico do SUS. Por causa disso, 151% da de­­manda brasileira e 136% da necessidade dos paranaenses que de­­pendem do sistema público estariam sendo atendidas.

O relatório do TCU destaca que a incidência de câncer tem crescido no Brasil, acompanhando a mu­­dança do perfil etário da população, e atualmente representa a segunda maior causa de morte no país (17% dos óbitos). Os gastos pú­­blicos para combater a doença também subiram e passaram de R$ 1,48 bilhão em 2008 para R$ 1,92 bilhão em 2010, com previsão de R$ 2,2 bilhões em 2011.

Problemas

A conclusão do relatório é de que a rede de atenção oncológica não es­­tá suficientemente estruturada pa­­ra prestar o atendimento adequado à totalidade dos pacientes. O TCU indica ainda a demora entre o diagnóstico e o início dos procedi­­mentos buscando a cura. Ao contrário de outros países que são céleres no atendimento (veja infográfico), no Brasil o tempo de espera por radioterapia gira em torno de três meses. Para tratar uma doença que avança rapidamente, apenas 16% dos brasileiros dependentes do SUS conseguiram fazer a primeira sessão de radioterapia no prazo de um mês.

O levantamento indica que a demora em diagnosticar e tratar o câncer pode gerar consequências, como a diminuição das chances de cura e do tempo de sobrevida. Além disso, um tratamento realizado tardiamente pode trazer prejuízos à qualidade de vida dos pa­­cientes e culminar no aumento de gastos com tratamentos mais caros e prolongados.

Espera

A promotora Luciane Maria Duda, que trabalha no Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção à Saúde Pública, conta que avaliação dos serviços oncológicos em Curitiba revelou que o prazo médio para início de radioterapia é de 32 dias e que 37% dos pacientes do interior do estado que são encaminhados para o Hospital Erasto Gaertner, referência no tratamento à doença, deveriam ser atendidos em unidades mais próximas da cidade de origem.

Por falta de equipe técnica em um hospital de Umuarama, desde junho 170 pacientes precisam viajar até Cascavel, distante 180 quilômetros, para fazer o tratamento on­­­cológico. Aline Copceski, 26 anos, conseguiu transferir para Maringá os cuidados médicos contra um linfoma. Mas não antes, segundo a médica que agora a atende, de ter complicações pela descontinuidade do tratamento. Ela não conseguiu a cura e teve de reiniciar as aplicações.

Descaso

Angústia de lutar contra a doença sem a ajuda do sistema público

Há seis meses, o motorista Dirceu Moro Conque percebeu uma ferida na boca que não cicatrizava: de lá para cá, tenta marcar uma consulta com um oncologista (Foto: Dirceu Portugal)

Mesmo com o resultado de uma biópsia que indica carcinoma (tumor maligno que se expande), o motorista Dirceu Moro Conque, de 53 anos, não sabe quando terá sua primeira consulta com um oncologista – muito menos quando iniciará o tratamento. Morador de Ponta Grossa, ele é vítima de uma sequência de falhas no atendimento a pessoas com câncer.

Há seis meses, procurou o médico pela primeira vez, queixando-se de uma ferida na boca. Recebeu como resposta que era apenas um machucado em consequência do uso de prótese dentária. Como a dor não passava, foi ao postinho de saúde mais duas vezes, mas do mesmo médico só conseguia pomadas anestésicas e nenhum diagnóstico.

Quando buscou ajuda pela quarta vez, uma médica intuiu que o caso era mais sério e o encaminhou para o serviço de emergência, mas, no pronto-socorro, conseguiu apenas remédio para a dor. A essa altura, já faltava tanto ao trabalho que pediu para ser demitido.

Por indicação de um amigo, procurou o serviço de atendimento gratuito da Associação Brasileira de Odontologia (ABO). Lá, a avaliação foi de que a ferida nada tinha a ver com a dentadura. O dentista sugeriu que Conque fosse a um laboratório e pagasse por uma biópsia para confirmar o diagnóstico, alegando que no sistema público iria demorar demais para agendar o exame. Foi o que o motorista fez, desembolsando R$ 240 do acerto trabalhista.

Demora

Mas o resultado indicando câncer, obtido no mês passado, não foi suficiente nem mesmo para agilizar a consulta com o oncologista. Quando procurou o médico pela primeira vez, a ferida tinha o tamanho de uma bolinha de sagu. Hoje já é como uma azeitona. Sem se alimentar direito, Conque está cada dia mais magro e fraco. Tem noites que a dor é tanta que ele não consegue dormir.

O motorista avalia a possibilidade de vender seu único bem – a casa onde mora – para pagar o tratamento e só não tomou essa decisão ainda porque não acha justo desassistir a família. A prefeitura de Ponta Grossa informou ao Ministério Público que há 199 pessoas na fila de espera por uma consulta oncológica e que a cota é de 55 consultas por mês.

PR tem 21 centros de referência

A superintendente de gestão da Secretaria de Estado de Saúde, Marcia Huçulak, destaca que o Paraná tem centros de referência nacional em atendimento a pacientes com câncer e que está bem melhor que a média do Brasil. A avaliação do governo estadual é de que já há capacidade para dar conta da demanda e que estaria faltando apenas racionalizar alguns serviços, remanejando forças. Por exemplo, a aparelhagem de radioterapia já funciona no limite em Curitiba, atendendo inclusive a pacientes das regiões de Londrina e Pato Branco, onde estariam sobrando vagas.

“Não é um serviço para estar em todas as cidades. São aparelhos de R$ 3 milhões, que estão sempre evoluindo. Então, além de ser caro, não dá para instalar em um local que não terá profissional em condições técnicas para cuidar dos pacientes”, explica. O Paraná tem 21 serviços de atendimento a pacientes com câncer, distribuídos nas cidades de Curitiba, Campo Largo, Campina Grande do Sul, Ponta Grossa, Guarapuava, Pato Branco, Foz do Iguaçu, Cascavel, Londrina, Maringá, Apucarana, Campo Mourão e Arapongas.

Marcia confirma que o ideal é que o tratamento seja iniciado o mais breve possível e que o diagnóstico precoce é fundamental para garantir condições de cura ao paciente. No Paraná, quase metade dos casos de câncer são descobertos quando o que resta a fazer são cuidados paliativos. “Infeliz­mente, muitos dos diagnósticos acontecem no setor de emergência do hospital, quando a pessoa chega com sangramento, e não em consultas, como deveria ser”, diz.

Ministério

Marinez Gadelha, assessora técnica do Ministério da Saúde, afirma que algumas das recomendações apontadas pelo relatório do Tri­­bunal de Contas da União (TCU) já estão em andamento e reforça que a pesquisa foi feita com base numa estimativa de novos casos de câncer. “Então, não significa que o brasileiro não esteja sendo tratado. Nós acreditamos que o déficit é bem menor”, diz.

Ela enfatiza o aumento, ano a ano, dos investimentos e comenta que os planos privados de saúde estão sendo cobrados pelos atendimentos que acabam recaindo no sistema público. O governo prevê até 2014 a doação de 37 equipamentos de radioterapia para centros de referência – nenhum para o Paraná.

Dados do tratamento de câncer no SUS

(clique na imagem para ampliar)


“Nota de morte”: artigo sobre as mortes por atropelamento no Brasil

22/11/2011

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Notícia de morte

Por José Roberto de Toledo

Notícias são como leis, algumas pegam, outras não. Dependem do destaque nos meios de comunicação, mas também do interesse da opinião pública. Quando ambas se casam, cascateiam reportagens em série, continuações.

Nem sempre, porém, o assunto é socialmente relevante. Outras vezes, o relevante não é interessante.

O bom editor é um malabarista que equilibra o interesse público com o interesse do público.

Atropelamentos dramáticos ocorridos em São Paulo nos últimos meses provocaram grande repercussão na mídia e a chamada “comoção do público”. As vítimas caminhavam inocentemente por calçadas de bairros de classe média alta quando foram esmagadas por carros de luxo em alta velocidade. Invariavelmente, a polícia levantou a possibilidade de os motoristas estarem embriagados.

Notícia? A audiência prova que sim.

Novidade? Somente por causa do local onde as pessoas morreram.

As circunstâncias que levaram à morte desses pedestres vitimaram 576 paulistanos em 2010. É um número menor que o de 2009, que é inferior ao de 2008, e assim por diante até 2005 – o ano do pico de atropelamentos de moradores de São Paulo ocorridos na própria cidade.

Nos últimos cinco anos, as mortes de pedestres paulistanos caíram 18%, apesar de a população e, mais importante, a frota de veículos terem aumentado.

Ainda morrem três pedestres a cada dois dias, mas a tendência é de queda. O mesmo ocorre na média do Brasil.

Onde moram as vítimas mais frequentes de atropelamentos fatais? Em bairros pobres e periféricos.

Os campeões de mortes de pedestres em 2010 foram Jardim São Luís (19mortos), Grajaú (18) e Capão Redondo (15), todos na distante zona sul paulistana.

No mesmo ano, bairros mais afluentes, como Higienópolis, Morumbi e Jardins, registraram apenas um morador morto por atropelamento. Outros, como Moema e Alto de Pinheiros, nenhum.

Mesmo descontando-se a diferença do tamanho da população entre bairros ricos e pobres, o risco de um morador do Jardim São Luís morrer atropelado é 7 vezes maior do que ode um morador do Jardim Paulista. Logo, pela cruel definição de notícia (é a exceção, não a regra), quando o morador do Jardim Paulista morre atropelado, ele tem muito mais chances de aparecer no jornal e na TV.

O problema é quando se resolve elaborar políticas públicas a partir de notícias de jornal. Nem sempre a ênfase do noticiário acompanha tendências cientificamente verificadas. Seus critérios, que levam em conta obrigatoriamente a interesse da audiência, não são os mesmos dos epidemiologistas.

Após o noticiário sobre atropelamentos notáveis, a Prefeitura paulistana diminuiu a velocidade máxima nas vias centrais, e o Ministério da Saúde lançou uma campanha contra beber e dirigir.

No passado, controle de velocidade, obrigatoriedade do cinto de segurança e medidas punitivas contra motoristas embriagados já mostraram resultados positivos na redução do número de mortes no trânsito.

Mas a mais recente epidemia de mortes violentas em curso no Brasil tem muito pouco a ver com isso. O que fez disparar o número de mortes no trânsito na década passada foi a explosão da frota de veículos de duas rodas. A quantidade de motocicletas e motonetas aumentou quatro vezes desde 2000. E, não por coincidência, o número de mortes de motociclistas aumentou também quatro vezes.

Se recuarmos mais no tempo, as cifras são ainda mais impressionantes.

Desde 1996, as mortes de motociclistas cresceram 1298% no Brasil. Enquanto isso, a mortes por atropelamento caíram 30%. As mortes de ocupantes de automóveis também aumentaram, mas em uma velocidade muito mais baixa do que as de motoqueiros.

Desde o ano passado, as motos matam mais gente (10.134) do que morrem pessoas dentro de carros  (9.078) e atropeladas no Brasil (8.659). Somados todos os motociclistas mortos desde 2000, o resultado equivale ao de soldados que os EUA perderam no Vietnã: 68.136.

No entanto, essa epidemia não virou notícia.

Por duas razões. Nas cidades grandes, as mortes de motoboys se tornaram tão corriqueiras que há muito deixaram de provocar manchetes.

E no lugar onde as motos começaram a fazer mais vítimas nos últimos anos, as pequenas cidades do interior do Brasil, elas ocorrem de modo tão espalhado que não chocam.

De um modo tragicamente irônico, foi o aumento da renda e a facilidade de crédito que permitiram a troca do jegue, do cavalo e da bicicleta pela moto no Brasil profundo. Há uma relação direta entre tamanho da frota de duas rodas e vitimização. Mais motos equivale a mais mortes. Obviamente, não há política pública contra o avanço do consumo.

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*Retirado do Saúde em Pauta

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Divulgando: Evento do CEENSP: “O sistema de saúde brasileiro e o dilema público/privado” – 23/11/2011

22/11/2011

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(clique na imagem para ampliar)


Divulgando: Seminário do Fórum em Defesa do SUS de Minas Gerais – 26/11/2011

22/11/2011

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SAÚDE É UM DIREITO

EM DEFESA DO SUS

 

 
Estamos próximos da 14ª Conferencia Nacional de Saúde. Em debate o futuro da saúde no país, apesar da forma de organiza­ção da Conferencia não privilegiar que os participantes busquem alternativas para os atuais e graves problemas do SUS.
A discussão sobre a privatização do SUS é no momento o tema mais importan­te, pois há pressão de todos os lados para que este filão do mercado sirva aos interes­ses privados. Há aqueles que tentam des­moralizar os serviços e apresentam como solução a privatização e outros que como gestores querem utilizar do setor para aten­der os interesses particulares e financia­mento de suas campanhas. Este é o caso do Prefeito de BH, que ao implantar as PPPs na saúde e na Educação pretende transferir milhões de reais a seus apadrinhados, atra­vés da prestação de serviços e manutenção de construção de unidades.
Outros temas, como: as comunidades terapêuticas, rede cegonha, urgência e e­mergência farão parte das nossas discus­sões.
As primeiras reações dos movimentos organizados aconteceram nas conferencias municipais e estaduais de saúde. Em várias foram aprovadas medidas pela melhoria e ampliação do SUS e rejeitaram qualquer forma de privatização.
Para ampliar as nossas ações e organizar melhor as nossas lutas, estamos convidando  você para participar do Seminário sobre os Descaminhos da Saúde. Participe a luta em defesa do SUS e essencial.
FORUM CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO SUS E EM DEFE­SA DA SAÚDE 100% PÚBLICA DE MINAS GERAIS