Resenha da obra mais recente de Virgínia Fontes

Virgínia Fontes [1]: O Brasil e o capital-imperialismo. Teoria e história

15/12/2010

Por Mauro Luis Iasi [2]

Certos temas são fundamentais para uma reflexão de esquerda em nossos tempos: as formas contemporâneas do modo de produção capitalista, o sistema internacional da dominação do capital, a dinâmica da luta de classes atual, as manifestações do inconformismo e do amoldamento da classe trabalhadora, a questão da democracia.

Virgínia Fontes nos apresenta uma rica reflexão na qual articula todas estas dimensões na perspectiva de uma totalidade político-econômica daquilo que denomina ‘capital-imperialismo’.

A originalidade deste trabalho – que é o culminar de uma extensa pesquisa e fruto do longo amadurecer de um debate que parte das reflexões acadêmicas da autora, mas que se tempera no profícuo debate político com a militância e resistência da classe trabalhadora diante das manifestações inquietantes de ‘apassivamento’ da rebeldia que marcou os anos 1970 e 1980 — consiste no paciente trabalho de articular as dimensões da determinação econômica próprias da essencialidade do capital e de seu irresistível processo de ‘valorização do valor’, com as diversas manifestações que passam a incidir em todo o tecido da vida social, cultural, ideológica e política da sociabilidade submetida ao capital.

Se quiser ler a resenha na íntegra, clique aqui

[1] Virgínia Fontes, nascida no Rio de Janeiro em 1954, é historiadora, com graduação e mestrado realizados na Universidade Federal Fluminense. Cursou o doutorado de Filosofia na Universidade de Paris-X (Nanterre), sob a orientação de Georges Labica, integrando durante muitos anos seu grupo de pesquisa. Trabalhou no Departamento de História da UFF, no qual permanece, mesmo depois de ter se aposentado, como professora e orientadora no Programa de Pós-Graduação em História. Atualmente, leciona na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fiocruz, onde integra o Grupo de Pesquisa sobre Epistemologia. Faz parte também do corpo docente da Escola Nacional Florestan Fernandes, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). É autora do livro Reflexões Im-pertinentes (Rio de Janeiro, Bom Texto, 2005) e de inúmeros ensaios, publicados em revistas e sítios brasileiros e do exterior.

[2] Mauro Luis Iasi é professor-adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ e membro do conselho editorial da Editora Expressão Popular.

*Retirado do Correio da Cidadania

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