Sinditest: Somos contra a MP 520!

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Em reunião de sua diretoria nesta quarta, 12-01, o Sinditest/PR se posicionou frente a Medida Provisória nº 520/2010, que criou a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Após vários debates e a análise da MP, a direção deliberou posição contrária a criação da EBSERH. Esta posição será levada para debate em Assembleia Geral que acontece na próxima quarta-feira, dia 19/01/2011.

Para a diretoria do Sinditest/PR, a nova empresa pública não vai resolver os graves problemas que existem hoje nos Hospitais Universitários e no HC/UFPR e ainda vai trazer consequências profundas futuras, em sua maioria prejudiciais tanto a servidores, quanto a trabalhadores com vínculo Funpar, estudantes, docentes e usuários do SUS.

O sindicato também apresentará um calendário de mobilizações, que será composto por atividades locais e também por atividades nacionais, aprovadas na última plenária da FASUBRA-Sindical. Além disso, fará reunião (no dia 24/01) com outras sindicatos e entidades dos movimentos sociais para apresentar a pauta e chamá-los a apoiar esta luta.
Haverão também atividades específicas para os trabalhadores da Funpar, para que seja formulada uma nova proposta que possa garantir de verdade o emprego desses trabalhadores.

Confira os principais problemas da MP 520 na análise da direção do Sinditest/PR, para os diferentes setores:

Trabalhadores da Funpar:

A MP 520 não garante o emprego desses trabalhadores. Ao contrário, coloca como forma de ingresso na nova empresa pública o processo seletivo. Não está também garantido os quantitativos de vagas para este concurso. Na melhor das hipóteses (e menos provável), prorroga o prazo para evitar as demissões por mais 2 anos.

Servidores da UFPR com lotação no HC/UFPR:

Poderão ser cedidos para a nova empresa pública e passarão a receber salários desta nova empresa. Os benefícios conquistados em nosso Plano de Carreira (como incentivo a qualificação) e as 30 horas não estão garantidas.

Servidores da UFPR sem lotação no HC/UFPR:

A divisão da categoria nos fará mais fracos, dificultando novos processos de mobilização, como greves e paralisações. Atualmente, alguns setores são fundamentais nas greves e paralisações, como o hospital, o RU, a Centran, os setores de controle financeiro, entre tantos outros.

Usuários do SUS:

A nova empresa fará contratos temporários, fazendo com que decaia a qualidade do serviço prestado hoje nos Hospitais Universitários. Há também a possibilidade de cobrança por consultas e procedimentos, como já acontece hoje nos hospitais de São Paulo geridos pelas Organizações Sociais (OS’s).

Estudantes / Docentes:

A desvinculação do HC da UFPR trará graves prejuízos a qualidade do ensino. Pelo atual projeto, estão ameaçados estágios que hoje acontecem no HC/UFPR. Por outro lado, haverá no hospital uma nova equipe de profissionais, sem o vínculo acadêmico com a instituição, dificultando as aulas e pesquisas.

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