DECLARAÇÃO DE APOIO AOS MORADORES DO SABARÁ

30/04/2010

DECLARAÇÃO DE APOIO AOS MORADORES DO SABARÁ – CIC

Curitiba, 30 de abril de 2010.

O Fops/Pr declara seu apoio aos moradores do Jardim Sabará – CIC, em mais um golpe que sofreram em sua história de luta, resistência e sofrimentos causados pelo poder público burguês.

Cidadãos pobres que tinham todo o direito de terem integral acesso a políticas afirmativas, a exemplo da habitação digna, foram espoliados quando obrigados a pagar pelos lotes que ocupavam. Agora o STF julga a nulidade – ou seja, que nada vale – da cobrança que a COHAB fez desses cidadãos.

Não é o julgamento do STF o problema, e sim que a declaração de nulidade demonstra que os moradores não poderiam ter sido cobrados pelos seus lotes. A quem interessava cobrar os cidadãos daquilo que não possuíam obrigação de pagar? A quem interessava enganá-los que tinham de pagar o que pagaram? A quem? E agora, quem ressarcirá os gastos que os moradores tiveram, esses que pagaram uma cobrança indevida? E quem garantirá uma forma legítima de regularização de sua moradia?

É por tudo isso que o Fórum Popular de Saúde do Paraná declara seu apoio a esta e outras lutas dos moradores do Sabará (CIC) e soma-se a eles em sua indignação. Basta de falcatruas da Prefeitura Municipal de Curitiba, em maioria composta de barões que sugam o que podem até mesmo daqueles que menos têm!

Fórum Popular de Saúde do Paraná – FOPS/PR


MAIO COMEÇANDO COM A LUTA DO POVO!

30/04/2010

MAIO COMEÇANDO COM A LUTA DO POVO!


DATA: 02 de maio de 2010 – 14h

Assembléia dos moradores do Jardim Sabará (CIC)

Local: Igreja Católica (R. Lauro Shereiber, 191)

Curitiba – Paraná


No Sabará, como em toda a CIC, milhares de famílias vivem em uma grande insegurança jurídica, sem terem o reconhecimento de que são donas das casas em que habitam. A COHAB-CT, empresa pertencente à Prefeitura Municipal de Curitiba e responsável pela habitação social na capital, simplesmente “passou o rodo” nos moradores ao longo dos últimos 20 anos, firmando uma série de contratos absurdos e praticamente extorquindo dinheiro de gente que mal tinha o que comer. A situação era tão absurda que em fevereiro deste ano o próprio STJ anulou 37 mil contratos fraudulentos da COHAB, a partir de uma ação civil pública originada da luta da comunidade. Saiba mais clicando aqui.

Neste domingo, dia 02 de Maio, os moradores organizados das Vilas Esperança, Nova Conquista e Eldorado realizarão uma grande assembléia de comemoração, divulgação e fortalecimento da sua luta!

VOCÊ PODE APOIAR ESTA LUTA! COMPAREÇA NA ASSEMBLÉIA, E, SE POSSÍVEL, MANDE SUA DECLARAÇÃO DE APOIO, É MUITO IMPORTANTE!

Saiba como chegar a partir do Centro de Curitiba clicando aqui.


[Londrina] Seminário e fundação do Fórum Popular de Saúde

29/04/2010

Seminário

Contra a privatização: por uma saúde pública de qualidade – radicalizando a reforma sanitária!
e
Fundação do Fórum Popular de Saúde

Em defesa da saúde pública de Londrina.

Local: SINDPREVS
Av. Jorge Casoni, 2575 – Londrina
Data: 08 de maio de 2010 – sábado
Início: 8 horas
da manhã

Programação:

08:00h Palestra com a Profª Drª Maria Valéria Costa Correia* de Maceió / AL – Com o tema: O problema das organizações sociais e das fundações estatais de direito privado na saúde;

09:00h – Intervenções do público;

10:30h – Pausa para o café;

11:00h – Aprovação das propostas e fundação do Fórum Popular de Saúde;

12:00h – Encerramento.

Organização: Comissão Pró Fórum Popular de Saúde – em defesa da saúde pública de Londrina
contato: (43) 3328-8390

*Mestre em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco (1997) e Doutora em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco (2005). Professora da Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas. Liderança do Fórum em Defesa do SUS e contra a Privatização – Maceió.


Discussão sobre Saúde Pública no 1º de Maio em Araucária.

28/04/2010

Companheiros/as, a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) organiza nesse sábado, 1º de maio, no município de Araucária atividades em comemoração ao dia do Trabalhador. Entre as atividades propostas haverá um debate sobre Saúde Pública.

Onde? Praça da Bíblia, em frente à Câmara Municipal de Araucária.

Quando? 1º de Maio, as 11h da manhã. Na tenda 05.

Organização da atividade: Secretaria de Saúde da CUT, SINDESC e SINDSAUDE.

Para conhecer o restante da Programação veja aqui !




[FOPS- SP] 1º de maio – Por um SUS 100% Público e Estatal

28/04/2010

1º DE MAIO DE LUTA É NA SÉ

COLUNA DA SAÚDE às 10h

Não há nada mais importante na vida de uma pessoa e de um povo do que a saúde. No Brasil, conquistamos a universalização da saúde através do SUS. No entanto, governo após governo vem atacando o SUS.

Nos últimos anos, os principais ataques ao SUS foram os estrangulamentos de verbas e a privatização da saúde pública. O estrangulamento de verbas existe para que o dinheiro que deveria ser gasto com saúde seja usado pelos governos para pagar a dívida externa e interna, para os banqueiros e especuladores. A privatização, aqui no estado de São Paulo, está sendo feita por Serra e Kassab, através das “Organizações Sociais”.

Nós, do Fórum Popular de Saúde de São Paulo, fazemos um chamado ao conjunto da classe trabalhadora e do povo, a que juntos nos manifestemos neste 1º de maio em defesa de uma saúde pública que realmente responda aos interesses da população. Por isso, nossas palavras são:

– Saúde não rima com lucro: CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE! POR UM SUS 100% ESTATAL, SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES!

– DOBRAR AS VERBAS PARA SAÚDE PÚBLICA! POR 6% DO PIB PARA A SAÚDE PÚBLICA!

www.forumpopulardesaude.com.br


Hospitais entregues a Iniciativa Privada (Oss) em SP gastam mais.

28/04/2010

Manifestação contra OSs no Rio.

O preço dos produtos utilizados para prestar atendimento à população pode variar mais de 500% nos hospitais estaduais, que seguem um modelo terceirizado. Enquanto uma OSS (Organização Social de Saúde) contratada pelo governo compra um cateter por R$ 0,45, outra entidade, com a mesma função, paga até R$ 2,55.

Diferenças grandes também são observadas quando a comparação é feita com valores calculados pela BEC (Bolsa Eletrônica de Compras), que traz exemplos de negociações feitas pelo Estado em situações que exigem pregão. Uma ampola de clindamicina –medicamento usado para tratar infecção– pode custar mais que o dobro se comprada fora do pregão.

Os dados estão publicados em relatórios produzidos pela própria Secretaria de Estado da Saúde, responsável pela contratação das entidades, e referem-se às unidades hospitalares terceirizadas na Grande São Paulo. A reportagem teve acesso a seis desses documentos, com informações do período de janeiro de 2008 a junho de 2009.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que as variações apontadas pela reportagem estão relacionadas à diferenças de materiais nos produtos comprados ou a erros no preenchimento ou digitação dos relatórios trimestrais das OSSs (Organizações Sociais de Saúde).

fonte: Agora – 1/3/2010

Leia mais sobre os problemas das OSs e da terceirização aqui!


Descaso com saúde do trabalhador é “homicídio culposo”

27/04/2010

Margarida Barreto, uma das principais referências no debate sobre o assédio moral, discute o tema e aponta número suicídios como preocupação

Por: Jéssica Santos de Souza, Rede Brasil Atual

Para a médica do trabalho Margarida Barreto, o descaso com a saúde do trabalhador é comparável a um “homicídio culposo corporativo”. A pressão excessiva no ambiente de trabalho e metas abusivas levam a um número cada vez maior de casos de doenças mentais. Margarida destaca, em entrevista à Rede Brasil Atual, que casos de depressão que levam a ideação suicida merecem mais atenção da sociedade.

A médica foi uma das precursoras no estudo do assédio moral. A pesquisadora do Núcleo de Estudos Psicossociais de Exclusão e Inclusão Social da Pontífice Universidade Católica de São Paulo (Nexin/PUC-SP) foi considerada a personalidade de 2009 pela Revista Cipa. O prêmio laurea profissionais da saúde do trabalho desde 1985.

Margarida Barreto foi uma das formuladoras do conceito sobre assédio moral durante sua trajetória acadêmica em Psicologia Social. Tanto em seu mestrado, de 2000, quanto no doutorado, em 2005, ela pesquisou sobre humilhações no ambiente de trabalho e seus efeitos na saúde do trabalhador.

Nesta entrevista, concedida em sua casa, em São Paulo (SP), a médica explica o conceito de assédio moral e o que considera ser o papel do movimento sindical. “No campo dos direitos, o trabalhador passa a ser humilhado”, avalia. “A gente precisa voltar a ter sindicatos combativos. Combativo no discurso e na prática. Se não houver essa reflexão é balela”, sentencia.

Confira os principais trechos da entrevista:

O que é assédio moral e qual é sua relação com o trabalho?
Margarida – Eu fui percebendo, ao longo dos meus estudos, que a questão do assédio estava relacionado à organização do trabalho. O assédio moral não é uma doença e sim um risco psicossocial. É um processo que vai ao longo do tempo desmontando totalmente a resistência do outro.

O assédio é caracterizado pela temporalidade, pode durar meses. A intensionalidade: “eu sei porque estou te humilhando e o que eu quero ao te humilhar”. A direcionalidade é: “eu não humilho qualquer um, os outros assistem, e eu humilho especialmente você”. E isso ocorre muitas vezes porque se trata de um trabalhador que tem caracteristicas que o diferenciam dos outros.

Como a organização do trabalho contribui para o assédio?
As pessoas até dez ou 15 anos atrás trabalhavam em um grupo, em um coletivo em que tinham vários companheiros de jornada e a meta era decente. A medida que os anos vão passando, com a reestruturação, o que temos é a diminuição do número de pessoas no ambiente de trabalho e sobrecarga de quem fica. E quem continua, fica com a cabeça baixa, agradecendo por estar ali. A pressão para produzir é acentuada e a meta não é fixa. De cinco anos pra cá, os trabalhos são avaliados individualmente. Antes, as empresas usavam a avaliação de 360º, cada um analisava o outro. Hoje, é individual, em um primeiro momento parece melhor porque eu não estou mais exposto ao conjunto. A perversão está exatamente nisso, quando se avalia individualmente uma pessoa que nos anos anteriores foi considerado um excelente trabalhadores de “uma hora pra outra”, ele é avaliado terrivelmente negativo. Mais uma vez a responsabilidade passa a ser desse trabalhador.

Qual é o comportamento do assediador?
É a estratégia do próprio assédio: isolar, sobrecarregar de trabalho, mostrar que o trabalhador não é competente, exigir tarefas “para ontem”. E quando o trabalhador dá o máximo de si para realizar a tarefa, ela sequer é analisada. Isso é comum com projetos, o trabalhador se esforça, usa a criatividade com a esperança do reconhecimento e apesar de ter extrapolado até sua hora de dormir, em casa, ou do contato com a família, o projeto vai parar em uma lata de lixo.

Quais são as consequências do assédio moral?
O indivíduo se curva e obedece. Se o indivíduo resiste, ele termina depois de um tempo entrando em um desequilíbrio emocional acentuado, e muitas vezes desiste do emprego. O aspecto da educação pedagógica é muito grande, já que quem assiste não fica em silêncio porque se tornou mal caráter. Fica em silêncio porque está com medo aterrador, medo de ser identificado com aquela pessoa que está sendo humilhada, medo de ser o próximo humilhado. E ali está em jogo algo fundamental, é o trabalho dele que virou emprego nessa caracterização de precarização, é o trabalho que dá subsistência, que o realizava e o qual ele se identificava.

Ainda temos que considerar o aspecto familiar, é comum famílias onde só um membro trabalha. Quando esse perde o emprego desestrutura essa família. E ai vem as ideações suicidas. Cada vez mais o trabalhador sobrecarregado entra em um estado de estresse e tensão no ambiente de trabalho, acaba adoecendo e sendo afastado e quando tem alta da previdência, a empresa não quer essa pessoa doente.

A ideia de suicídio é algo frequente entre vítimas de assédio moral?
É hoje um componente muito forte, que não podemos desprezar. Suicídios ocorrem. Que responsabilidade tem esse mundo corporativo por esses suicídios? Normalmente, os casos parecem relacionados a questões de família, a grandes perdas e mesmo à depressão. Mas qual é a causa dessa depressão no ambiente de trabalho? Quando olhamos as estatísticas da Previdencia Social, o número de doenças com o mesmo status do acidente de trabalho (definidos pelo nexo técnico epistemiológico) e compara com o número de mortes, fica claro que a situação é grave. É um homicídio culposo corporativo. São 3 mil mortes por ano em consequencia das condições de trabalho, dos riscos das atividades. São 500 mil acidentes. E esses números podem ser subnotificados, como em situações de morte por infecção hospitalar de alguém internado por acidente de trabalho.

Qual o papel dos sindicatos no combate do assédio moral?
Esse é um novo desafio para os sindicatos, quando você olha o assédio moral de uma forma individualizada, a tendência é você mandar para o médico para cuidar dos transtornos afetivos ou para o jurídico para ele entrar com a ação.

Muitas vezes a ação do jurídico, eu acompanhei pelo Brasil, termina sendo mais uma humilhação. Porque quando esse trabalhador vai para a Justiça, mas ele não quer dinheiro, quer dignidade, ser respeitado como pessoa, como ser humano. Nesses processos jurídicos, a pessoa termina fazendo acordos de R$ 3 mil, ou até R$ 1 mil. Nessas situações, mais uma vez, não é reconhecida a responsabilidade do empregador. No campo dos direitos, o trabalhador passa a ser humilhado. Nisso o papel do sindicato é fundamental. A gente precisa voltar a ter sindicatos combativos. Combativo no discurso e na prática. Se não houver essa reflexão é balela.

Como a senhora vê esse ambiente de trabalho que propicia o assédio? O que precisaria ser modificado?
Falta um pouco de amor, de respeito e de fraternidade. Além de todos esses aspectos faltarem até dentro dos espaços sindicais, das ONGs, dentro dos diferentes espaços de trabalho. Falta também o indivíduo ver o outro como um igual em direitos. Esse movimento de compreensão seria um primeiro passo para se começar a refletir mais. E quem sabe se perceber que não é esse tipo de sociedade que produz saúde e dignidade. E então buscar e contruir uma sociedade justa, não por meio de um modelo feito e sim de um conjunto de ações coletivas.

Fonte: Rede Brasil Atual